terça-feira, março 23, 2010

Comemoração do Dia Internacional da Mulher na ESA



O dia 8 de Março - Dia Internacional da Mulher – foi assinalado na Biblioteca/Centro de Recursos ESA por dois grupos de alunas do 12º. D (Carla, Carina, Rita Pereira e Sara; Rita Vieira, Paula, Sílvia Ferreira), que prepararam, no âmbito de Área de Projecto, uma intervenção performativa apresentada às turmas 10º. A e 11º. D e respectivos professores (Manuela Sousa e Lurdes Costa).
Neste evento foi feito o enquadramento histórico de tal celebração, a que se seguiu a apresentação de um diaporama sobre o estatuto da mulher desde a Implantação da Primeira República em Portugal (de que este ano se comemora o Centenário) até à actualidade, sendo dado destaque a algumas notáveis republicanas que, no início do século XX, afirmaram o seu valor intelectual e profissional, tendo tido uma enérgica acção política e cívica, sobretudo em prol da condição feminina, dos Direitos da Mulher e da sua afirmação, nomeadamente: Maria Veleda (escritora, pioneira na luta pela educação das crianças e os direitos das mulheres, dirigente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas), Ana de Castro Osório (intelectual ensaísta, jornalista, conferencista, activista republicana, teorizadora da emancipação feminina, autora do ensaio – Às Mulheres Portuguesas -, foi consultora de Afonso Costa – Ministro das Justiça do Governo Provisório - no respeitante à lei do divórcio, fundadora da Liga das Mulheres Portuguesas e dirigente de movimentos feministas), Carolina Beatriz Ângelo (Médica, fundadora da Associação de Propaganda Feminista e a primeira mulher a votar em Portugal), Adelaide Cabete (Médica Obstetra, presidente do Conselho nacional das Mulheres Portuguesas), Angelina Vidal (jornalista, poetisa e professora, defensora dos direitos das mulheres e activista), Carolina Michaelis (a primeira mulher a leccionar numa universidade – Coimbra - , crítica literária e escritora). Seis mulheres que estão na origem da luta feminina e de muitas das conquistas da mulher que só mais tarde, sobretudo depois da Revolução de Abril e com a Democracia, foram possíveis. A mensagem deixada pelas alunas (Rita Vieira, Paula e Sílvia), que estavam vestidas à época, foi que, apesar das muitas vitórias já alcançadas, a mulher, em pleno século XXI, ainda continua a ser discriminada e subjugada, não podendo cruzar os braços nem fechar a boca às injustiças de que ainda é vítima, tendo de prosseguir a luta no sentido de que a Democracia seja plena.
Depois, o outro grupo de alunas (Carina, Carla, Rita Pereira e Sara) elencou 25 escritoras portuguesas (tantas quantas os anos de existência da escola) que se destacaram ao longo deste século (também expostas num placard no interior deste espaço), tendo lido extractos do ensaio de Ana de Castro Osório – Às Mulheres Portuguesas – bem como textos, sobretudo poéticos, de outras escritoras, como Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, Alice Gomes, Natália Correia, Regina Guimarães (uma presença familiar na nossa escola), Rosa de Lobato Faria (uma homenagem pela morte recente), Ana Paulo Inácio (pela afirmação do feminino numa escrita irreverente), cujo perfil biográfico apresentaram brevemente, usando discretos elementos caracterizadores.
Para rematar, estava prevista a audição da leitura desconstruída do poema “Calçada de Carriche” de António Gedeão, gravada há cinco anos atrás por um grupo de alunas do 12º. C, também no âmbito de Área de Projecto, acompanhada da projecção de imagens (performance fotográfica que integrava o mesmo projecto), mas um problema técnico impossibilitou tal desfecho, que foi substituído por algumas palavras da professora Ana Forte, coordenadora dos trabalhos.
Ao toque de saída, os presentes levantaram-se, aplaudindo energicamente a iniciativa, demonstrando não terem dado por perdidos os quarenta e cinco minutos que ali estiveram atentamente a assistir.

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