segunda-feira, maio 19, 2014

CANTO D'AQUI NA ESCOLA


Na próxima sexta-feira, dia 23 de maio, vamos ter na nossa Escola um momento que, por certo será marcante.
Continuando a assinalar os 40 anos do 25 de abril, teremos entre nós o grupo Canto D’aqui para um espetáculo intitulado Canções de Abril, com especial destaque para as canções de Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira.
O grupo Canto D´aqui tem desenvolvido um trabalho de relevo na pesquisa e divulgação da música tradicional e popular portuguesa, com o objetivo de manter viva a nossa cultura musical. No seu trabalho tem dado especial destaque às canções e às palavras das vozes de intervenção e protesto que se ergueram nos últimos anos da ditadura e nos anos que se seguiram à Revolução de abril.
Amares vai poder assistir a um concerto de um grupo excepcional que tem realizado grandes espetáculos  em Portugal e no estrangeiro, com destaque para os realizados recentemente no Theatro Circo, de Braga e na Casa da Música, no Porto.
O espetáculo realiza-se na Escola Secundária de Amares, pelas 21:30 horas da próxima sexta-feira dia 23 de maio e a entrada é livre.

A não perder! Compareçam!

FEIRA DO LIVRO DE AMARES


domingo, maio 11, 2014

UMA TARDE MEMORÁVEL, COM LÍDIA JORGE


Na passada sexta-feira vivemos na nossa Escola uma tarde memorável. A escritora Lídia Jorge esteve na nossa Biblioteca a apresentar o seu último romance, Os Memoráveis. Numa longa conversa, que acabou por ultrapassar o tempo previsto, a autora começou por explicar como lhe surgiu a inspiração para esta obra e comparou a abordagem que aqui faz acerca do 25 de abril, com aquela que havia realizado em O dia dos prodígios, publicado há 24 anos. 
Na construção da narrativa, Lídia Jorge contou como procurou encontrar as personagens dos heróis, mas salientou que o seu livro é não é uma apologia da revolução de abril ou sobre os acontecimentos, mas sim sobre a passagem do tempo e sobre a memória que foi sendo construída e sobre a apropriação que a memória coletiva fez.. É um olhar sobre o passado que muitos recordam mas também o olhar daqueles que depois vieram e que não sentem aquele momento da mesma forma.
Lídia Jorge salientou também a coincidência de estarem a surgir muitas obras, com diferentes visões (ficção, crónica, fotografia, história) que, sem saberem umas das outras, sentiram necessidade de agora verem a luz, a que não será estranho os tempos complicados que Portugal tem vivido.
Finalizou com um apelo a todos, particularmente aos mais jovens, para que procurem na Arte, nas Letras, na Educação, o factor distintivo das suas vidas.
A sessão terminou com a oferta de diversas lembranças da Escola, que a autora, com gosto notório, agradeceu, não se furtando a uma longa sessão de autógrafos. 
Uma tarde absolutamente memorável que Lídia Jorge marcou pela sua simplicidade, simpatia e palavras esclarecidas.
Para além da honra que foi recebê-la, constituiu um momento único e um enorme prazer poder ouvi-la. 
Obrigado Lídia Jorge!






quarta-feira, maio 07, 2014

LÍDIA JORGE NA BIBLIOTECA

 Na próxima sexta-feira, dia 9, pelas 15 horas vamos ter a escritora Lídia Jorge na nossa Biblioteca para apresentar o seu último romance, Os Memoráveis.
Romancista e contista portuguesa, Lídia Jorge nasceu no Algarve mas viveu em África os anos mais conturbados da Guerra Colonial. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. O tema da mulher e da sua solidão é uma preocupação central da obra de Lídia Jorge, como, por exemplo, em Notícia da Cidade Silvestre (1984) e A Costa dos Murmúrios (1988). O Dia dos Prodigíos (1979), outro romance de relevo, encerra uma grande capacidade inventiva, retratando o marasmo e a desadaptação de uma pequena aldeia algarvia. O Vento Assobiando nas Gruas (2002) é mais um romance da autora e aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. Este seu livro venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores em 2003.
Neste seu último romance, que vai apresentar na nossa Biblioteca, Lídia Jorge narra a história de Ana Maria Machado, uma repórter portuguesa em Washington, que, em 2004, é convidada a fazer um documentário sobre a Revolução de 1974, considerada pelo embaixador americano à época em Lisboa como um raro momento da História. Aceitado o trabalho, regressa, contrata dois antigos colegas, e os três jovens visitam e entrevistam vários intervenientes e testemunhas do golpe de Estado, revisitando os mitos da Revolução. Um percurso que permite surpreender o efeito da passagem do tempo não só sobre esses "heróis", como também sobre a sociedade portuguesa, na sua grandeza e nas suas misérias.Transfiguradas, como se fossem figuras sobreviventes de um tempo já inalcançável, as personagens deOs Memoráveis tentam recriar o que foi a ilusão revolucionária, a desilusão de muitos dos participantes e o árduo caminho para uma Democracia. Paralela a esta acção decorre uma outra, pessoal e íntima: a história do pai da protagonista, António Machado, que retrata em privado o destino que se abate sobre todos os outros. Todos vivem na Democracia, uma espécie de lugar de exílio. Mas um dia, todas as misérias serão esquecidas, quando se relatar o tempo dos memoráveis.

segunda-feira, maio 05, 2014

MAIO maduro ABRIL - a Liberdade vai passar por aqui!


Estamos a comemorar os 40 anos do 25 de Abril. Durante o mês de maio vão ocorrer várias atividades, numa iniciativa designada Maio maduro Abril. Na terça-feira, 7 de maio, o Professor Cândido Oliveira Martins, da Universidade Católica Portuguesa profere uma conferência intitulada "Para uma leitura d ”Aventuras de João Sem Medo“ de José Gomes Ferreira". Na sexta-feira, 9 de maio, a Biblioteca recebe a escritora Lídia Jorge, um nome da primeira linha das letras portuguesas, que apresenta o seu último romance "Os Memoráveis", centrado no 25 de Abril e nos seus heróis. No dia 23 de maio, sexta-feira, o grupo musical Canto d'Aqui, uma referência na evocação das canções de Zeca Afonso, apresenta-se num espetáculo com as Canções de Abril. Por fim, no dia 26 (data a confirmar), Alfredo Cunha, o fotógrafo da Revolução apresenta o seu último livro "Os rapazes dos tanques", em co-autoria com Adelino Gomes. 
Estão TODOS convidados! 
A Liberdade vai passar por aqui!

sexta-feira, abril 25, 2014

25 ABRIL - 40 ANOS

25 de abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


                          Sophia de Mello Breyner Andresen

Nos 40 anos do 25 de Abril está patente na ESA uma exposição evocativa com documentos históricos e a divulgação dos recursos sobre o tema, existentes na Biblioteca da Escola. A exposição foi embelezada com os cravos criados no Atelier de Artes.
Ao longo dos próximos dias irão surgir outras iniciativas evocativas desta data, que divulgaremos oportunamente.











quarta-feira, abril 23, 2014

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR


Assinala-se hoje, 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Como diz na sua mensagem a Diretora Geral da UNESCO, este é o dia para celebrar os livros como a personificação da criatividade humana e do desejo de partilhar ideias e conhecimento, para inspirar a compreensão, a tolerância e a construção de um mundo melhor.

Para festejar a data e promover o prazer da leitura, a UNESCO irá reunir, num mapa interativo disponível no seu portal online, eventos que se irão realizar no mundo inteiro, relativos a esta efeméride. Em Portugal, bibliotecas públicas e escolares aliam-se a esta efeméride, festejando o livro e a leitura ao longo do mês de abril. 

quarta-feira, abril 02, 2014

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL 2014

No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, o dia 2 passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

A mensagem do IBBY (International Board on Books for Young People) é este ano da responsabilidade da Irlanda.

CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO 


Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma? 
Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça. 
Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras. 
E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor. 
É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver. 
Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor. 

Continua a ler! 

Siobhán Parkinson 
Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland). 

Tradução: Maria Carlos Loureiro
Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2014, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) convidou a ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser a autora da imagem do cartaz.



segunda-feira, março 24, 2014

VERGÍLIO ALBERTO VIEIRA E MATILDE ROSA ARAÚJO

Nas visitas que Vergílio Alberto Vieira fez pelos centros escolares do Agrupamento, durante a Semana da Leitura, muitas foram as questões colocadas e muitas as histórias contadas.
No Centro Escolar de Rendufe um menino levanta o dedo e coloca uma pergunta: 
- Quem é o seu escritor favorito, de histórias para crianças?
Vergílio parece surpreendido pela questão mas responde que, sendo difícil escolher alguém, tem de destacar a escritora Matilde Rosa Araújo, não apenas pela sua obra mas também pelas suas extraordinárias qualidades humanas e amor às crianças. Recordou  que há alguns anos, no Porto, a encontrou no dia do lançamento de uma das edições de A cor das Vogais. E relembrou, emocionado, um pequeno e simples gesto de ternura que Matilde Rosa Araújo teve com ele - estendeu a mão e tocou-lhe suavemente.
Aqui fica a imagem com esse gesto que Vergílio Alberto Vieira diz que nunca esquecerá.

domingo, março 23, 2014

SEMANA DA LEITURA 2014 - 2ª PARTE

António Fonseca interpreta Os Lusíadas
António Fonseca interpreta Os Lusíadas
António Fonseca interpreta Os Lusíadas
António Fonseca interpreta Os Lusíadas
Alunos da Oficina de Leitura e Interpretação lêem poesia no Conselho Pedagógico 
Pedro Chagas Freitas orienta Oficina de Escrita Criativa
Pedro Chagas Freitas orienta Oficina de Escrita Criativa
Pedro Chagas Freitas orienta Oficina de Escrita Criativa
Vergílio Alberto Vieira no Centro Escolar de Rendufe
Vergílio Alberto Vieira no Centro Escolar D. Gualdim Pais
O Sindicato da Poesia encerra a Semana da Leitura na Biblioteca Municipal
O Sindicato da Poesia encerra a Semana da Leitura na Biblioteca Municipal

quarta-feira, março 19, 2014

ANTÓNIO FONSECA INTERPRETA OS LUSÍADAS


SEMANA DA LEITURA 2014

 Abertura da Semana da Leitura pelo  Grupo de Percussão “ESCOLÁBOMBAR”
O Diretor do Agrupamento, Pedro Cerqueira, na Sessão de Abertura da Semana da Leitura
O Presidente da Câmara Municipal de Amares, na Sessão de Abertura da Semana da Leitura
Os alunos da Oficina de Leitura e Interpretação, dinamizada pela
atriz Sílvia Brito
 na Sessão de Abertura da Semana da Leitura
Encontro de Escolas com projetos Ler + Jovem
Escola Secundária de Vila Verde/Escola Secundária de Amares
O ilustrador e artista plástico Arlindo Fagundes apresenta a sua obra
O escritor Vergílio Alberto Vieira apresenta a sua obra "A cor das vogais",
no Centro Escolar de Caldelas
A escritora Beatriz Lamas de Oliveira apresenta o seu livro "o insecto imperfeito"

SEMANA DA LEITURA





SEMANA DA LEITURA


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