sexta-feira, abril 25, 2014

25 ABRIL - 40 ANOS

25 de abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


                          Sophia de Mello Breyner Andresen

Nos 40 anos do 25 de Abril está patente na ESA uma exposição evocativa com documentos históricos e a divulgação dos recursos sobre o tema, existentes na Biblioteca da Escola. A exposição foi embelezada com os cravos criados no Atelier de Artes.
Ao longo dos próximos dias irão surgir outras iniciativas evocativas desta data, que divulgaremos oportunamente.











quarta-feira, abril 23, 2014

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR


Assinala-se hoje, 23 de abril, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. Como diz na sua mensagem a Diretora Geral da UNESCO, este é o dia para celebrar os livros como a personificação da criatividade humana e do desejo de partilhar ideias e conhecimento, para inspirar a compreensão, a tolerância e a construção de um mundo melhor.

Para festejar a data e promover o prazer da leitura, a UNESCO irá reunir, num mapa interativo disponível no seu portal online, eventos que se irão realizar no mundo inteiro, relativos a esta efeméride. Em Portugal, bibliotecas públicas e escolares aliam-se a esta efeméride, festejando o livro e a leitura ao longo do mês de abril. 

quarta-feira, abril 02, 2014

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL 2014

No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, o dia 2 passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância.

A mensagem do IBBY (International Board on Books for Young People) é este ano da responsabilidade da Irlanda.

CARTA ÀS CRIANÇAS DE TODO O MUNDO 


Os leitores perguntam muitas vezes aos escritores como é que escrevem as suas histórias – de onde vêm as ideias? Da minha imaginação, responde o escritor. Ah, sim, dizem os leitores. Mas onde fica a imaginação, de que é que ela é feita, e será que todos temos uma? 
Bem, diz o escritor, fica na minha cabeça, claro, e é feita de imagens e palavras e memórias e vestígios de outras histórias e palavras e fragmentos de coisas e melodias e pensamentos e rostos e monstros e formas e palavras e movimentos e palavras e ondas e arabescos e paisagens e palavras e perfumes e sentimentos e cores e ritmos e pequenos cliques e flashes e sabores e explosões de energia e enigmas e brisas e palavras. E fica tudo a girar lá dentro e a cantar e a parecer um caleidoscópio e a flutuar e a pousar e a pensar e a arranhar a cabeça. 
Claro que todos temos uma imaginação: se assim não fosse, não seríamos capazes de sonhar. Contudo, nem todas as imaginações são feitas das mesmas coisas. A imaginação dos cozinheiros tem sobretudo paladares, e a dos artistas mais cores e formas. Mas a imaginação dos escritores está cheia de palavras. 
E nos leitores e ouvintes das histórias, as imaginações fazem-se com palavras também. A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida. Ficam na página, parecem ainda rabiscos, mas também brincam na imaginação do leitor, e o leitor começa igualmente a desenhar e a rodar as palavras de modo a que a história se crie agora na sua cabeça, tal como tinha acontecido na cabeça do escritor. 
É por isso que o leitor é tão importante para a história como o escritor. Há apenas um escritor para cada história, mas há centenas ou milhares ou mesmo milhões de leitores, na própria língua do escritor ou traduzida para muitas línguas. Sem o escritor, a história nunca teria nascido; mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver. 
Cada leitor de uma história tem alguma coisa em comum com os outros leitores da mesma história. Separadamente, mas também em conjunto, eles recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional. Isto deve ser o aquilo que o ser humano faz melhor. 

Continua a ler! 

Siobhán Parkinson 
Autora, editora, tradutora e distinguida com o Laureate na nÓg (Children’s Laureate of Ireland). 

Tradução: Maria Carlos Loureiro
Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2014, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) convidou a ilustradora Ana Biscaia, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser a autora da imagem do cartaz.



segunda-feira, março 24, 2014

VERGÍLIO ALBERTO VIEIRA E MATILDE ROSA ARAÚJO

Nas visitas que Vergílio Alberto Vieira fez pelos centros escolares do Agrupamento, durante a Semana da Leitura, muitas foram as questões colocadas e muitas as histórias contadas.
No Centro Escolar de Rendufe um menino levanta o dedo e coloca uma pergunta: 
- Quem é o seu escritor favorito, de histórias para crianças?
Vergílio parece surpreendido pela questão mas responde que, sendo difícil escolher alguém, tem de destacar a escritora Matilde Rosa Araújo, não apenas pela sua obra mas também pelas suas extraordinárias qualidades humanas e amor às crianças. Recordou  que há alguns anos, no Porto, a encontrou no dia do lançamento de uma das edições de A cor das Vogais. E relembrou, emocionado, um pequeno e simples gesto de ternura que Matilde Rosa Araújo teve com ele - estendeu a mão e tocou-lhe suavemente.
Aqui fica a imagem com esse gesto que Vergílio Alberto Vieira diz que nunca esquecerá.

domingo, março 23, 2014

SEMANA DA LEITURA 2014 - 2ª PARTE

António Fonseca interpreta Os Lusíadas
António Fonseca interpreta Os Lusíadas
António Fonseca interpreta Os Lusíadas
António Fonseca interpreta Os Lusíadas
Alunos da Oficina de Leitura e Interpretação lêem poesia no Conselho Pedagógico 
Pedro Chagas Freitas orienta Oficina de Escrita Criativa
Pedro Chagas Freitas orienta Oficina de Escrita Criativa
Pedro Chagas Freitas orienta Oficina de Escrita Criativa
Vergílio Alberto Vieira no Centro Escolar de Rendufe
Vergílio Alberto Vieira no Centro Escolar D. Gualdim Pais
O Sindicato da Poesia encerra a Semana da Leitura na Biblioteca Municipal
O Sindicato da Poesia encerra a Semana da Leitura na Biblioteca Municipal

quarta-feira, março 19, 2014

ANTÓNIO FONSECA INTERPRETA OS LUSÍADAS


SEMANA DA LEITURA 2014

 Abertura da Semana da Leitura pelo  Grupo de Percussão “ESCOLÁBOMBAR”
O Diretor do Agrupamento, Pedro Cerqueira, na Sessão de Abertura da Semana da Leitura
O Presidente da Câmara Municipal de Amares, na Sessão de Abertura da Semana da Leitura
Os alunos da Oficina de Leitura e Interpretação, dinamizada pela
atriz Sílvia Brito
 na Sessão de Abertura da Semana da Leitura
Encontro de Escolas com projetos Ler + Jovem
Escola Secundária de Vila Verde/Escola Secundária de Amares
O ilustrador e artista plástico Arlindo Fagundes apresenta a sua obra
O escritor Vergílio Alberto Vieira apresenta a sua obra "A cor das vogais",
no Centro Escolar de Caldelas
A escritora Beatriz Lamas de Oliveira apresenta o seu livro "o insecto imperfeito"

SEMANA DA LEITURA





SEMANA DA LEITURA


terça-feira, março 04, 2014

PROJETO SOBE


O projeto SOBE - Saúde Oral, Bibliotecas Escolares, ligando a saúde oral, a literacia e as bibliotecas escolares foi estabelecido num protocolo entre a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura e a Direção-Geral da Saúde, tendo em vista a colaboração no âmbito da prevenção da saúde oral em Portugal.
O nosso Agrupamento aderiu este ano e o projeto está a ser implementado graças à inexcedível colaboração da Equipa de Saúde Escolar da UCC - Unidade de Cuidados na Comunidade de Amares. A intervenção incide no ensino Pré-Escolar e no 1º Ciclo e começou nos Centros Escolares de Bouro e Caldelas. A Enfermeira Luísa Santos tem vindo aos Centros Escolares falar com as crianças, promovendo hábitos precoces de saúde oral. Todos acompanham as sessões com muito interesse e atenção, recebendo um kit completo para escovar os dentes. Há filmes e músicas e a intervenção continua com muitas leituras!


quinta-feira, fevereiro 27, 2014

REVISTA BLIMUNDA - FEVEREIRO

Já está disponível o número de fevereiro (o 21) da Revista Blimunda, da Fundação José Saramago. Destaque para a secção infantil e juvenil, onde Andreia Brites entrevista Teresa Calçada, a coordenadora cessante da Rede de Bibliotecas Escolares
A Blimunda de fevereiro dá destaque ao início do Ano Cortázar, com duas crónicas, assinadas por Pilar del Río e Ricardo Viel sobre o Grande Cronópio. Sara Figueiredo Costa escreve sobre o último trabalho de Miguel Gonçalves Mendes, Nada Tenho de Meu, diário de viagem filmado e escrito na companhia de João Paulo Cuenca e Tatiana Salem Levy.
Organizado pela Fundação Tomás Eloy Martínez, pela revista Anfíbio e pela editora Planeta, a primeira edição do Prémio de Crónicas La Voluntad teve como vencedora a crónica de María Silvina Prieto, condenada a prisão perpétua por um erro que prefere não pormenorizar, que nos conta uma experiência vivida nos dias de prisão.
A fechar, a Saramaguiana publica uma leitura a partir de Ensaio sobre a Cegueira, por Eula Carvalho Pinheiro, e um texto de Joan Morales Alcudia, autor do livro recentemente editado em Espanha, Saramago por José Saramago.
Disponível em:

terça-feira, fevereiro 25, 2014

VALTER HUGO MÃE NA BIBLIOTECA


Foi uma tarde muito intensa na Biblioteca da nossa Escola. Valter Hugo Mãe esteve, uma vez mais, entre nós, desta vez para apresentar o seu último romance, A Desumanização. Foi a sexta vez que o escritor esteve na ESA, a primeira das quais há já 11 anos. O autor comentou, precisamente, esse facto, salientando que aqui sempre se sentiu bem recebido, mesmo quando ainda não tinha ganho a notoriedade actual, referindo que é muito gratificante ser convidado para revisitar Amares.
Na sessão, onde os alunos leram textos do autor, Valter Hugo Mãe falou do seu livro, concordando com a análise que o considera como o mais plástico e poético de todos os que escreveu. Falou da história que se passa na Islândia e que tem como protagonista uma menina que experimenta a solidão após a morte da sua irmã gémea. A Islândia, cenário da obra, foi também longamente “revisitada” na sessão, com o autor a explicar todo o fascínio que sente pela ilha, pelo seu povo e pela sua natureza, descrevendo diversas particularidades e curiosidades que foi reconhecendo nas suas viagens. Uma apresentação que prendeu fortemente todos os presentes.
A terminar a apresentação foram entregues ao escritor diversas lembranças, tendo apreciado e agradecido particularmente os azulejos produzidos no Atelier de Artes, tendo por base as gravuras do seu livro.
No final, como é hábito, uma longa sessão de autógrafos com Valter Hugo Mãe a mostrar grande disponibilidade e atenção particular a cada leitor.

Obrigado Valter. Até à próxima!



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