
Este é o Blog da Biblioteca da Escola Secundária de Amares.Aqui iremos publicitar as nossas realizações e também os registos do nosso quotidiano: actividades, evocações, divulgação de novas aquisições para o fundo documental, disponibilização de recursos, sugestões de leitura, propostas de trabalho, ligações a sítios na web, entre outros. Assim, queremos criar novos laços com a comunidade educativa e novos canais de comunicação, aproveitando as potencialidades das tecnologias de informação.
segunda-feira, outubro 25, 2010
Comemorações do Centenário da República
por Amares a República
No dia 1 de Outubro de 2010, no âmbito das Comemorações do Centenário da Implantação da República portuguesa, a Escola Secundária de Amares recebeu a visita do Professor Armando Malheiro da Silva, professor de História e Ciências da Informação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A sessão, destinada a alunos de Humanidades do Ensino Secundário, decorreu no Centro de Recursos, entre as 10h10 e as 11h40.
Entre os vários temas abordados, o Professor Armando Malheiro da Silva, especializado em assuntos relativos ao sidonismo, fez questão de recuperar os motivos que, em consequência da contestação ao regime monárquico, justificam a mudança para uma República. Foi uma sessão envolvente e acutilante que despertou o interesse dos muitos presentes.



terça-feira, outubro 19, 2010
sábado, outubro 16, 2010
quarta-feira, julho 21, 2010




terça-feira, junho 15, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
terça-feira, maio 18, 2010
terça-feira, março 30, 2010

Na mesma ocasião esteve presente na Biblioteca da Escola o actor António Durães que na ocasião encenou os discursos de dois vultos da I República: Afonso Costa e Manuel de Arriaga. Foi um momento particularmente interessante que permitiu reviver os momentos efervescentes do final da Monarquia e da I República e a exaltação e brilhantismo dos discursos destas duas figuras de proa da história portuguesa.

segunda-feira, março 29, 2010

Na tarde do dia 22 realizou-se na Biblioteca da Escola uma sessão amplamente participada por alunos e docentes e que contou com a presença do poeta Vergílio Alberto Vieira que manteve presa a assistência nas suas palavras e na sua poesia. Na mesma ocasião procedeu-se à entrega de prémios aos alunos que participaram no Concurso Nacional de Leitura. A sessão permitiu ainda uma nova apresentação do livro de poemas Suave Pensamento da aluna autoria de Isabel Silva, uma aluna de 11º ano da nossa Escola. Toda a sessão foi pontuada pela leitura de poemas de autores nacionais e estrangeiros e terminou com uma concorrida sessão de autógrafos de Vergílio Alberto Vieira.
terça-feira, março 23, 2010
O dia 8 de Março - Dia Internacional da Mulher – foi assinalado na Biblioteca/Centro de Recursos ESA por dois grupos de alunas do 12º. D (Carla, Carina, Rita Pereira e Sara; Rita Vieira, Paula, Sílvia Ferreira), que prepararam, no âmbito de Área de Projecto, uma intervenção performativa apresentada às turmas 10º. A e 11º. D e respectivos professores (Manuela Sousa e Lurdes Costa).
Neste evento foi feito o enquadramento histórico de tal celebração, a que se seguiu a apresentação de um diaporama sobre o estatuto da mulher desde a Implantação da Primeira República em Portugal (de que este ano se comemora o Centenário) até à actualidade, sendo dado destaque a algumas notáveis republicanas que, no início do século XX, afirmaram o seu valor intelectual e profissional, tendo tido uma enérgica acção política e cívica, sobretudo em prol da condição feminina, dos Direitos da Mulher e da sua afirmação, nomeadamente: Maria Veleda (escritora, pioneira na luta pela educação das crianças e os direitos das mulheres, dirigente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas), Ana de Castro Osório (intelectual ensaísta, jornalista, conferencista, activista republicana, teorizadora da emancipação feminina, autora do ensaio – Às Mulheres Portuguesas -, foi consultora de Afonso Costa – Ministro das Justiça do Governo Provisório - no respeitante à lei do divórcio, fundadora da Liga das Mulheres Portuguesas e dirigente de movimentos feministas), Carolina Beatriz Ângelo (Médica, fundadora da Associação de Propaganda Feminista e a primeira mulher a votar em Portugal), Adelaide Cabete (Médica Obstetra, presidente do Conselho nacional das Mulheres Portuguesas), Angelina Vidal (jornalista, poetisa e professora, defensora dos direitos das mulheres e activista), Carolina Michaelis (a primeira mulher a leccionar numa universidade – Coimbra - , crítica literária e escritora). Seis mulheres que estão na origem da luta feminina e de muitas das conquistas da mulher que só mais tarde, sobretudo depois da Revolução de Abril e com a Democracia, foram possíveis. A mensagem deixada pelas alunas (Rita Vieira, Paula e Sílvia), que estavam vestidas à época, foi que, apesar das muitas vitórias já alcançadas, a mulher, em pleno século XXI, ainda continua a ser discriminada e subjugada, não podendo cruzar os braços nem fechar a boca às injustiças de que ainda é vítima, tendo de prosseguir a luta no sentido de que a Democracia seja plena.
Depois, o outro grupo de alunas (Carina, Carla, Rita Pereira e Sara) elencou 25 escritoras portuguesas (tantas quantas os anos de existência da escola) que se destacaram ao longo deste século (também expostas num placard no interior deste espaço), tendo lido extractos do ensaio de Ana de Castro Osório – Às Mulheres Portuguesas – bem como textos, sobretudo poéticos, de outras escritoras, como Florbela Espanca, Sophia de Mello Breyner, Alice Gomes, Natália Correia, Regina Guimarães (uma presença familiar na nossa escola), Rosa de Lobato Faria (uma homenagem pela morte recente), Ana Paulo Inácio (pela afirmação do feminino numa escrita irreverente), cujo perfil biográfico apresentaram brevemente, usando discretos elementos caracterizadores.
Para rematar, estava prevista a audição da leitura desconstruída do poema “Calçada de Carriche” de António Gedeão, gravada há cinco anos atrás por um grupo de alunas do 12º. C, também no âmbito de Área de Projecto, acompanhada da projecção de imagens (performance fotográfica que integrava o mesmo projecto), mas um problema técnico impossibilitou tal desfecho, que foi substituído por algumas palavras da professora Ana Forte, coordenadora dos trabalhos.
Ao toque de saída, os presentes levantaram-se, aplaudindo energicamente a iniciativa, demonstrando não terem dado por perdidos os quarenta e cinco minutos que ali estiveram atentamente a assistir.
segunda-feira, março 08, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Ufa…! Foi só um sonho!Num belo dia de chuva, Gui, sua namorada Gisela e o seu melhor amigo Qriz, foram para o campo recolher as colheitas de Fevereiro. De repente ouve-se Gisela a gritar.
Gui muito atrapalhado olhou para trás e não viu a sua namorada. Ficou assustado!
Gui - Oh Qriz onde está a Gisela?
Qriz - (entre soluços) - Não sei!
Gui correu em direcção ao tractor e reparou que a sua namorada estava completamente esmagada por uma roda do veículo.
Chegou o Inem para retirar o corpo mas era tarde demais. Gui ficou destroçado porque tinha acabado de perder a sua namorada, quase noiva, pois ele ia pedi-la em casamento nessa noite. Que ia ser deste pobre hamster? Completamente só, Gui não viu outra saída…para tentar esquecer o trágico acidente, resolveu começar a beber para afogar as mágoas.
A partir dali a sua vida mudou completamente. Numa noite, ao jantar, a mão do Gui, dona Palmira tentou falar com ele, sobre uma ideia que tinha para tentar trazer o seu filho de volta. Essa ideia era ele ir a consultas de alcoólicos anónimos.
Gui lançou um olhar assustador e disse:
- Deves tar mocada, oh cota! Deu um murro na mesa e levantou-se.
Fechou-se no quarto e pôs a lamentar-se a sua vida miserável e jurou a si mesmo, naquele momento, que iria matar o seu amigo pois ele culpava-o da morte de Gisela. Vestiu o seu casaco de cabedal, pôs os seus óculos de sol e foi na sua vespa ter a um bar de drogados, onde foi falar com o chefe de tráfico de armas daquelas redondezas.
No dia seguinte já tinha a sua arma nas mãos. Apanhou a carreira e foi à casa do Qriz, mas ele não estava.
Sentou-se numa escada e esperou, mas como ele nunca mais voltava, resolveu ir a um supermercado buscar algo para beber. Como não tinha dinheiro, pegou numa garrafa de whisky e pôs-se a andar sem pagar. O dono do supermercado ainda tentou ir atrás dele, mas tropeçou e nunca mais o viu. Ao longe, viu o Qriz a chegar e correu em sua direcção dizendo:
- Temos que falar!
- Ya, tasse bem mano entra!
- Senta-te, põe-te à vontade!
- Não é preciso, eu vou ser rápido! Olha nem penses que matas a minha miúda e te ficas a rir, oh palhaço!
- Não entendo o que estás a dizer.
- Ah não entende, também não precisas!
Sacou a arma e deu-lhe um tiro mesmo no centro da testa.
Ao sair já tinha um exército de bófias à espera dele.
- Senhor Guilherme Carrapicinho está preso por roubo e por ter assassinado uma pessoa.
Além de tudo o que aconteceu a este ratinho, ainda ia ser preso!
Há gente, neste caso ratos, com muito azar na vida!
Já na esquadra, o agente anunciava a pena de prisão ao Gui.
-Senhor Guilherme irá ficar preso durante 45 anos por ter roubado, assassinado uma pessoa, e possuir uma arma ilegal!
45 Anos depois…
Tinha finalmente chegado o dia! Gui saía da prisão e chegou a uma conclusão: ia seguir com a sua vida!
Parece que este tempo todo na prisão o fizera abrir os olhos! Arranjou um emprego, começou a assistir a consultas dos alcoólicos anónimos, onde conheceu uma paciente que também tinha o mesmo trauma: a bebida. Começaram a conversar, a sair juntos, tornaram-se muito amigos até que Gui, numa noite, ganhou coragem e pediu a Papoila em namoro e, é claro, que ela aceitou!
Até que enfim aquele hamster arranjara uma vida feliz e reencontrara o amor.
De repente, Gui acordou muito sobressaltado e pensou:
- Ufa…! Foi só um sonho…!
Claro que este hamster teve uma vida feliz, não ao lado da sua papoila, mas da sua querida Gisela que lhe deu várias ninhadas de filhotes!




A nossa Escola comemora 25 anos de existência. À porta da Biblioteca/CRE assinalámos também a efeméride com algumas imagens do nosso arquivo.